"(...) Longe vão os tempos dos tribunais plenários em que os nossos juízes assistiam impávidos às agressões dos agentes da PIDE aos presos políticos. Nesse tempo ninguém suspendeu julgamentos em defesa da dignidade da justiça."(O Jumento)
"(...) Longe vão os tempos dos tribunais plenários em que os nossos juízes assistiam impávidos às agressões dos agentes da PIDE aos presos políticos. Nesse tempo ninguém suspendeu julgamentos em defesa da dignidade da justiça."
"O presidente do sindicato dos juízes, António Martins, passou o dia a cavalgar a onda de Santa Maria da Feira, calcorreando os media a apregoar que tem conhecimento de 16 situações em que terá havido agressões a magistrados.
(Miguel Abrantes, no Câmara Corporativa)
"Só para lembrar: prosseguem os julgamentos em Palermo e na Sardenha, ou não? Sim, na Sicília, onde ser mulher de juiz pode levar, no mercado, a escutar esta pergunta assustadora: "A senhora mora na rua X, no terceiro esquerdo, não é?" Sim, na Sardenha, a capital dos raptos, onde os filhos dos juízes vão à escola. E, então, os juízes continuam a julgar? Pelo que eu sei dos costumes indígenas (os da minha terra), não deviam. Deviam suspender por falta de condições de segurança. (...)
E porque me agarro ao caso da Sicília? Em Espanha não há juízes que processam e julgam e condenam os assassinos da ETA? Porque não se escondem? É que os bandidos de lá é a tiro na nuca. Porque é que o juiz Baltasar Garzón não se faz simplesmente chamar X? Ou, melhor, não suspende as suas investigações já que o Estado espanhol não lhe garante as condições normais de qualquer cidadão espanhol: andar na Gran Via, a assobiar e sem guarda-costas? (...)
Claro que exigiu guarda-costas. Ele e os juízes de Palermo, da Sardenha e do País Basco não são suicidas, nem aqui os chamaria se fossem heróis tolos. Não misturam é o cu com as calças: o facto de serem alvo dos bandidos não os impede de exercer o que são. Não fecham as portas ao primeiro susto. Combatem quem os assusta tornando-se mais eles, mais juízes. (...)
Um juiz que suspende julgamentos porque durante um julgamento se cometeu um crime, é um juiz que não acredita que os julgamentos servem para combater os crimes. E, já agora, do ponto de vista do criminoso: se um crime num julgamento acaba temporariamente com os julgamentos numa comarca, porque não mais crimes desses para prolongar a suspensão de julgamentos? E porque não estender a táctica a todos os tribunais portugueses?"
(Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias)
O Correio da Manhã publica hoje uma reportagem sobre a "vida de luxo" de João Vale e Azevedo em Londres.
"O Tribunal Supremo de Estados Unidos reconheceu hoje aos detidos em Guantanamo, o direito de recorrer à justiça civil para reclamar sua liberdade. Seis anos depois dos primeiros detidos entrarem em Guantanamo, esta decisão apresenta-se como uma derrota para o presidente dos EUA, George W. Bush, e um sério revés para a actual administração norte-americana, que no entanto já disse respeitar a decisão. A votação do supremo foi de 5 votos contra quatro. E o parecer conclui que os Estados Unidos estão a violar os direitos dos cerca de 270 prisioneiros. Em declarações à Antena 1, Judite Arenas, do departamento de Assuntos de Contraterrorismo e Médio Oriente da Aministia Internacional, considera duas hipóteses que surgem a partir desta decisão: ou os detidos vão a tribunal, ou são libertados."
Perante o rol de violações graves da Lei e ofensas à Democracia e à Ordem Pública, a Procuradoria-Geral da República limita-se, em nota à Comunicação Social, a afirmar que "irá estar atenta" aos acontecimentos.
Pegando nestes posts de Vital Moreira, de Carlos Loureiro e de Tiago Barbosa Ribeiro, sobre o bloqueio dos camionistas e as suas acções e comportamentos, transcrevo aqui os seguintes ilícitos criminais (previstos no Código Penal) que poderão ter sido praticados:
"Os poderes e funções desenhados, na reforma do mapa judiciário, para o juiz presidente da Comarca, depois de emagrecido das competências jurisdicionais que podiam pôr em causa a independência interna dos restantes juízes, consideram-se correctos.
"Tribunais, serviços do Ministério Público e conservatórias vão estar reunidos num só espaço no Parque das Nações, em Lisboa. O novo campus de Justiça vai ganhar forma já partir do Verão. (...)
"O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, manifestou-se hoje, no Porto, contra uma eventual passagem da tutela da investigação criminal para a magistratura judicial, ao comentar uma ideia defendida num debate.
"O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, defendeu hoje que o primeiro passo para combater a corrupção em Portugal é criar na opinião pública o sentimento de que esta prática deve ser condenada.
"Falo, exactamente, do problema da morosidade da justiça. Há o reconhecimento da grande independência dos tribunais face ao Governo, e isso é muito importante, mas o funcionamento da justiça e dos tribunais em particular é mau. É moroso. As leis, dizem-me os juristas, são tecnicamente mal feitas, ou seja, são de interpretação sempre duvidosa. Não são claras. Criam a incerteza jurídica, esta cria risco, e o risco é avesso ao investimento. (...)
"Não tem nenhum fundamento a rotunda afirmação do Procurador-Geral da República de que a reforma da organização territorial dos tribunais constitui um «grave atentado ao Estado de Direito». Nem a Constituição nem os princípios do Estado de direito requerem o "paralelismo" dos juízes e do Ministério Público ou impedem o exercício de funções de gestão judicial pelos juízes. O PGR faria bem em temperar com alguma contenção e gravidade institucional a sua fácil vocação de agitador pró-sindical."
"Os serviços do Ministério Público das Caldas da Rainha, que mudaram para instalações provisórias devido às obras no edifício principal do Tribunal, estão parados desde sexta-feira por falta de potência do quadro eléctrico. (...)
Ontem o semanário Sol noticiava que as conservatórias de registo civil, predial e comercial estão a passar por um "pesadelo informático", cujo sistema de software chega a parar por vários dias seguidos...
"Almeida Rodrigues, polícia, é o novo patrão da PJ. Por isso, Baltasar Pinto, o n.º 2, demitiu-se: "Sou procurador-geral adjunto com dez anos de cargo e por uma questão de estatuto não podia ficar."
Com a nomeação de Almeida Rodrigues para Director Nacional da Polícia Judiciária, vários magistrados com cargos directivos na polícia demitiram-se ou preparam-se para se demitir, segundo o Jornal de Notícias.