quarta-feira, 16 de maio de 2012

Negócios?

O grupo de jogadores que disputa um Europeu ou um Mundial deveria ser o conjunto dos melhores, dos que estão em melhor forma. Um dos problemas da Selecção Nacional - ou da equipa da Federação, como alguns lhe chamam - tem sido este, deixam-se de fora jogadores em grande forma e são convocados alguns duvidosos. Este ano não é excepção. Paulo Bento chama Miguel Lopes, que fez uma época mediana, e deixa de fora Nélson, que, com toda a razão, sente-se injustiçado. E, apesar de tudo, Hugo Viana renderia mais que Ruben Micael. Ou mesmo Varela, que fez uma época irregular, deveria dar lugar a, por exemplo, Eliseu, que seria uma alternativa a Coentrão, pois, se este se lesiona, ficamos sem defesa esquerdo (Miguel Veloso não é defesa esquerdo, ao contrário do que P. Bento possa pensar). Muita gente considera que, por trás das escolhas para Europeus e Mundiais, estão negócios, pressões, favores, etc. No último Mundial tivemos o caso Moutinho, que, ficando inexplicavelmente (porque até era o capitão do Sporting quando P. Bento era treinador do clube) de fora, permitindo que ficasse mais barato ao Porto. E estes exemplos que agora deixei legitimam, novamente, tais acusações. Como a mulher de César, não basta ser sério e Paulo Bento deveria também parecer sério.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Exclusivo

O Legalices sabe, de fonte segura, que o Sr. Silva está no bunker do Palácio de Belém a pensar no discurso que dirigirá ao povo, mais logo pelas 20h. Isto depois de ter lido esta notícia que nos dá conta da espionagem a e-mails, que o deixou à beira de uma depressão. O Legalices sabe, ainda, que o assessor Lima garantiu-lhe que não sabe de nada.

O dinheiro não se evapora

Como já aqui escrevi, se o dinheiro sai de um lado, vai para outro. Não se evapora. Por isso, se a esmagadora maioria da população está a empobrecer, alguém está a enriquecer à sua custa. Eis alguns exemplos. Ainda acredita no rapazola que jura a pés juntos que os sacrifícios são para todos?

Um homem invulgar...

Sem dúvida que o nosso PM tem-se mostrado invulgar. Um invulgar ignorante na política! Depois desta, agora é esta. Mais valia estar calado e não inventar livros que não existem do que fazer figura de burro. O calor no Parque Eduardo VII fez-lhe, definitivamente, muito mal.

"Exactamente"

"Exactamente" igual não, com nuances já pode. Como se tem visto, desde logo pelas ordens que foram dadas às forças policiais em reprimir a liberdade de expressão e as opiniões contrárias, mesmo que legais e legítimas. Exemplos já aqui dei vários, desde que este rapazola manda (ou pensa que manda) nisto.

O empobrecimento também na Justiça (2)

Eduardo Maia Costa, Juiz Conselheiro do Supremo, tem um entendimento diferente deste caso (a que fiz alusão no sábado). Invoca, para o efeito, o multiculturalismo e o respeito pelas diferenças das minorias, neste caso a cigana. Mas, se invocamos este argumento neste caso, teremos que o invocar também noutros, de outras minorias (em Portugal). Assim, de repente, estou a pensar nas mulheres que se casam com muçulmanos e que podem (sim, podem, o que é legal na esmagadora dos países muçulmanos) "sequestrar" a mulher para impedir que esta, por exemplo, fuja do país e do marido. É legal nos países deles, mas não no delas, Portugal. Será que o marido seria absolvido do crime de sequestro (ou rapto, conforme a situação em concreto) com base neste argumento. E se esse processo chegasse ao Supremo e caísse na secretária do Conselheiro Maia Costa, será que este o absolveria? Ah pois é...

sábado, 12 de maio de 2012

O empobrecimento também na Justiça

As mais recentes alterações legislativas, das laborais à penais, transformarão, tenho a certeza, Portugal num país pior e menos justo. E mais desigual. Os primeiros sinais não deixam dúvidas. Já tenho dado vários exemplos e esta semana temos mais dois: este (via Jugular) e este. Também na Justiça estamos a - e vamos ainda mais - empobrecer.

Natural

Considero natural que alguém que se lincencie apenas aos 38 anos e só tenha arranjado um emprego* na empresa do padrinho e nao tenha feito mais nada na vida, diga barbaridades e disparates como este.
Quando as limitações são grandes, os resultados são pequenos.

* Note-se que escrevi 'emprego' e não 'trabalho'. Quem trabalha sabe qual a diferença...

Não é possível

Não, não é possível que esta gente, tão séria e boa, possa fazer o mesmo que os seus antecessores, os filhos do demo liderados pelo demo-mor Sócrates. Não é possível, não acredito. Só pode ser mentira. O Relvas? Não, nunca.

Votou neles?

Então deve estar contentíssimo por isto, isto, ou isto, certo? Ah não está? Paciência! Houve quem o avisasse...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Poderes absolutos, não obrigado (2)

Recordo, mais uma vez, este vídeo, para se perceber como trabalham alguns elementos da nossa Justiça. Ao ler esta notícia fica-se com a sensação de que alguma coisa nos escapa para não percebermos:
1) como a Justiça consegue ser extremanente célere quando os queixosos são magistrados (juízes ou procuradores) e extremamente lenta quando é um cidadão "comum";
2) como se atribui um valor tão elevado, quando comparado com a jurisprudência dominante e com os valores das indemnizações atribuídas, por exemplo, em caso de morte ou nos processos de homicídio;
3) como é possível um magistrado decidir em causa própria e no sentido contrário à jurisprudência dominante em Portugal (e unânime no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem).
A imagem da Justiça e dos seus operadores está no fundo e estes não se preocupam com isso. Basta ler, como refere e bem o Graza, os comentários da notícia e percebemos como as pessoas ficam indignadas e não compreendem estas decisões. Se é verdade que os juízes não devem decidir com as emoções dos cidadãos, não é menos certo que devem decidir para eles, para o povo. E se este fica convencido que decidem para bem próprio e não para o povo, é natural que este se revolte e proteste. Basta olhar para a História...

Roubar aos pobres para dar aos ricos (46)

É sempre bom sabermos que este desgoverno, tão implacável e irredutível com os interesses e direitos da população em geral, é manso e permissivo para os interesses particulares de uma determinada entidade, que já é beneficiada, por exemplo, nos impostos baixos que paga ao Estado (escapando aos sacrifícios pedidos à população em geral). Se a beatice deste desgoverno, tal como a incompetência, pagasse imposto estaríamos bem melhor.

terça-feira, 8 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Balança inclinada (2)

Imaginemos um empregador que não gosta de uma determinada funcionária. Sei lá, por causa de ter muitos filhos e estar sempre de licença. Quer "despachá-la", mas não sabe como. A solução é simples. Primeiro, vota num partido neoliberal, na esperança que vença as eleições e forme governo. Ao mesmo tempo, faz donativos - e quanto mais generosos forem melhor - para esse partido. Em conversas, durante convívios, encontros, campanhas, etc, dar a entender que pretende uma legislação mais "flexível", entenda-se amiga. Quanto este partido vencer e formar governo, estabelece novos contactos, apenas para recordar os bons momentos antes das eleições e lembrar os donativos - e quanto mais generosos foram melhor é a memória dos recém eleitos. Este aprova uma legislação "mais flexível". Já pode, agora, "despachar" a tal funcionária que, entretanto, teve mais um filho e está prestes a terminar mais um período de licença de maternidade. Primeiro, trata de organizar uma reestruturação da empresa, modificando algns postos de trabalho e extinguindo outros. O posto da tal funcionária é um dos que é extinto. Com a legislação anterior, estava obrigado a colocá-la num outro, compatível com as suas funções. O que sucedaria, não fossem os donativos generosos e a alteração legislativa. Agora, já não está obrigado a recolocá-la. Pode, pura e simplesmente, "despachá-la", como sempre quis. Irá contratar um jovem licenciado, com um vencimento bem inferior e com um contrato mais favorável para si e não quer saber se a tal funcionária tem filhos e precisa de os sustentar. E também não quer saber se o jovem licenciado que, na prática, a irá substituir será melhor ou pior trabalhador. Estava era farto daquela chata, que só lhe criava transtornos. Ela até pode ir para Tribunal, impugnar o despedimento e até vencer. Mas não há problema. Outra das alterações legislativas do partido que financiou há uns meses atrás foi acabar com as indemnizações e penalizações. Pode despedir à vontade, pois não há qualquer sanção para as suas práticas laborais, mesmo que imorais e ilegais. O crime compensa, mas ele não quer saber. Pagou para isso, fez um investimento e agora exige o retorno. A empresa, entretanto, entra em dificuldades financeiras, por evidente má gestão. Mas ele está convencido que está no bom caminho para recuperar. A culpa era do criminoso do Socratino, que deu cabo do país e da economia e não percebe como ainda não foi preso.(ao contrário do actual governo que está a fazer tudo bem e por isso é que lhe doou dinheiro).
Qualquer coincidência entre esta história ficcional e a realidade é pura coincidência. Garanto.

Poderes absolutos, não obrigado

Ao ler este texto do Valupi lembrei-me, assim de repente e a título de exemplo, daquele juíz que, após uma diligência que envolvia um certo jogador de um certo clube de futebol, pediu bilhetes para um jogo desse clube ao advogado do jogador. Tenho uma enorme consideração pelo Dr. Rui Rangel, mas dizer-se que os juízes estão acima das críticas e que as suas decisões não podem ser comentadas é desvirturar os mais básicos princípios de uma democracia e de um estado de direito. Num regime democrático os órgãos de soberania não estão acima da crítica. Em estados absolutistas, autoritários, ditatoriais, sim, mas em democracia não. E os magistrados judiciais, que tanto apregoam as sete ventos, para o bem, que são um órgão de soberania e devem ser respeitados e olhados como tal, também não podem fugir, para o mal, à opinião do cidadão. Até porque as suas decisões são para o bem comum da sociedade, são dirigidas à população em geral. E são pessoas, humanos, com virtudes e defeitos. E também cometem erros, como o cumum dos mortais. Não podem, por isso, exigir que olhem para eles como deuses, perfeitos, incorruptíveis. E se podemos - devemos até - desconfiar dos políticos, governantes, presidentes, deputados, também podemos desconfiar dos magistrados. Não posso, portanto, deixar de criticar as declarações do Dr. Rui Rangel neste ponto concreto. Foi pena.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Quem é que ainda acredita na bondade deste governo?

Não foi em Cuba, na China, ou numa qualquer ditadura de um país subdesenvolvido. Nem em Portugal, a 24 de Abril de 1974. Foi a 26 de Abril de 2012. Sim, 2012! Leu bem, caro leitor. Votou neles, foi? Sente-se enganado? Paciência. Agora ature-os.