Tal como o Daniel Oliveira, também sou pai e não consigo imaginar sequer o que eu faria se alguém fizesse mal à minha filha. Mas também por ser pai não posso deixar de estar frontalmente contra esta ideia populista da ministra que, ainda por cima, volta a mentir (para além de demonstrar uma total ausência de sentido democrático). É mentira que a directiva comunitária obrigue a legislar no sentido que a ministra pretende. E quem mente várias vezes, mentiroso é, aprendi eu dos meus pais quando era pequeno...
quinta-feira, 21 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Uma questão de poder
Chegados à última jornada da fase de grupos e aos jogos decisivos para ver qem continua e quem vai para casa mais cedo, chegaram, obviamente, os erros grosseiros de arbitragem. Na segunda-feia foram os croatas e ontem foram os ucranianos. Espanha e Inglaterra, respetivamente, bem podem agradecer às preciosas ajudas das equipas de arbitragem. E sejam elas compostas por um, três, cinco ou vinte mil árbitros, a verdade é que, sem ajudas tecnológicas (que há muito defendo), haverá sempre erros, intencionais ou não. E é claro, para toda a gente, que os meios tecnológicos são mal vistos por quem manda no futebol mundial ou europeu, pois, com eles, os erros são reduzidos ao mínimo (senão extintos) e, sem erros, as equipas de arbitragem perdem o poder de decidir. Sem erros, não há a possibilidade de, por razões externas (e estranhas), se decidirem os resultados, através, por exemplo, de um golo injustamente invalidado ou de um mal validado. Noutros desportos, como o ténis ou o râguebi, as tecnologias são utilizadas, com sucesso e total aceitação, quer dos intervenientes, quer do público. O desporto torna-se melhor desta forma. Mas o futebol, que é o desporto no Mundo que movimenta mais dinheiro, continua alérgico à melhoria. Porquem sem erros, não há poder. E sem poder, não há dinheiro. Pelo menos nos bolsos de alguns...
Adenda: vale a pena ler o Luís Fialho.
Adenda: vale a pena ler o Luís Fialho.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Revolução social e cultural
Já aqui escrevi que este governo está a levar a cabo uma revolução social e cultural. Eis um exemplo prático (via Valupi). Claro que, se a estudante fosse de umas das famílias privilegiadas - as que são naturalmente melhores e têm direito ao melhor, ao contrário das outras -, teria direito à leitura do enunciado.
Destruir o país
A recente alteração ao Código do Trabalho é inconstitucional. Vai, desde logo, legalizar os despedimentos sem justa causa, proíbidos pela Constituição. E será fácil despedir sem justa causa. E eu sei como fazê-lo. As pessoas que não acreditam em mim verão, com o tempo, quem terá razão. Quanto aos gestores portugueses, que apenas pensam no lucro fácil e rápido, não têm consciência que isto apenas piorará a sua própria situação e a da empresa. Estas medidas em nada contribuem para o aumento da produtividade - bem pelo contrário -, como já aqui expliquei. Os países mais produtivos são, por norma, aqueles onde se trabalha menos horas e os benefícios são maiores. Mas o gestor tuga não compreende isto e considera que se trata, apenas, de uma enorme coincidência.
Nos casos em que defendo o empregador, terei a tarefa facilitada, mas nos casos em que defenderei o trabalhador terei enormes dificuldades, pois levará anos até que o processo chegue ao Tribunal Constitucional. E, aí chegado, não é garantido que os Conselheiros cumprar a Constituição, pois nem sempre decidem de acordo com a Constituição, mas antes ao abrigo de preferências político-partidárias. Aliás, quando até o próprio Tribunal Constitucional e o Presidente da República, últimos garantes da Constituição, não dão garantias de seriedade e imparcialidade, é a própria Democracia que é posta em causa. Como tem sido, aliás, nos últimos meses. Daqui a poucos anos, quanto esta gente que está a destruir o país estará já bem longe e bem na vida, é que as pessoas vão perceber o que está a ser feito (e desfeito) agora. Só espero que, aí, já não seja demasiado tarde.
Viver acima das possibilidades
Para além de terem ficado num dos hotéis mais caros do Euro, ainda gastam dinheiro em gravatas da Fátima Lopes. Sim, porque não deveria ter ficado barata a encomenda à famosa estilista. Com o país a empobrecer de dia para dia e com cada vez mais gente a passar grandes dificuldades e até fome, não posso deixar de condenar esta política de gastos luxuosos da Federação. Se fossem sérios teriam doado o dinheiro em vez de a gastar em gravatas e spa's. Mas a culpa não é só deles. Esta á a imagem do país. Por estas e por outras é que estamos como estamos e por causa de gente assim é que nunca fomos grandes e nunca estaremos ao nível dos melhores. E não estou a falar de futebol...
Quando os actos contradizem as palavras
Ao ler a peça, escuso-me de tecer quaisquer comentários. Está aqui tudo o que haveria para dizer ou escrever:
"A UEFA tem levado a cabo uma campanha mediática contra o racismo no Euro2012 mas os factos mostram grandes discrepâncias entre as multas aplicadas por causa de atos de racismo e as multas aplicadas devido a infrações relativas a publicidade. (...)
A multa de 100 mil euros aplicada pela UEFA a Nicklas Bendtner, por ter mostrado publicidade indevida nas cuecas durante os festejos contra Portugal, foi o mais recente exemplo da necessidade de revisão da ordem de prioridades do organismo que tutela o futebol europeu em matéria de racismo no estádios. O avançado dinamarquês fez publicidade a uma casa de apostas irlandesa, na altura de celebrar os golos contra Portugal, e para além da multa aplicada pela UEFA, Bendtner será suspenso por um jogo.
Na primeira jornada do Grupo C do Euro 2012, a Croácia foi multada em 25.000 euros pelo comportamento dos seus adeptos na partida com a República da Irlanda ao passo que a Alemanha teve de pagar 10 mil euros pelo comportamento incorreto dos seus adeptos no jogo contra Portugal. Durante este jogo o "speaker" do estádio teve de intervir por diversas vezes para pedir respeito aos adeptos germânicos que entoavam cânticos racistas, arremessaram para dentro de campo diversos objectos e criaram um pequeno incêndio na bancada. A Rússia teve de pagar 30 mil euros à UEFA devido aos actos de violência e cânticos racistas cometidos pelos adeptos russos antes do jogo com a Polónia em mais um caso condenado por vários dirigentes europeus.
No total, o simples acto de Nicklas Bendtner mostrar as cores das suas cuecas teve uma multa de valor quantitativo superior ao somatório de multas aplicadas a Croácia, Alemanha e Rússia.
Num caso recente, envolvendo um clube português, a UEFA decidiu aplicar uma multa de 20 mil euros por alegados cânticos racistas contra Mario Balotteli, no jogo da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa entre FC Porto e Manchester City, mas acabou por multar o clube inglês em 30 mil euros pelo atraso da equipa no regresso dos balneários."
A multa de 100 mil euros aplicada pela UEFA a Nicklas Bendtner, por ter mostrado publicidade indevida nas cuecas durante os festejos contra Portugal, foi o mais recente exemplo da necessidade de revisão da ordem de prioridades do organismo que tutela o futebol europeu em matéria de racismo no estádios. O avançado dinamarquês fez publicidade a uma casa de apostas irlandesa, na altura de celebrar os golos contra Portugal, e para além da multa aplicada pela UEFA, Bendtner será suspenso por um jogo.
Na primeira jornada do Grupo C do Euro 2012, a Croácia foi multada em 25.000 euros pelo comportamento dos seus adeptos na partida com a República da Irlanda ao passo que a Alemanha teve de pagar 10 mil euros pelo comportamento incorreto dos seus adeptos no jogo contra Portugal. Durante este jogo o "speaker" do estádio teve de intervir por diversas vezes para pedir respeito aos adeptos germânicos que entoavam cânticos racistas, arremessaram para dentro de campo diversos objectos e criaram um pequeno incêndio na bancada. A Rússia teve de pagar 30 mil euros à UEFA devido aos actos de violência e cânticos racistas cometidos pelos adeptos russos antes do jogo com a Polónia em mais um caso condenado por vários dirigentes europeus.
No total, o simples acto de Nicklas Bendtner mostrar as cores das suas cuecas teve uma multa de valor quantitativo superior ao somatório de multas aplicadas a Croácia, Alemanha e Rússia.
Num caso recente, envolvendo um clube português, a UEFA decidiu aplicar uma multa de 20 mil euros por alegados cânticos racistas contra Mario Balotteli, no jogo da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa entre FC Porto e Manchester City, mas acabou por multar o clube inglês em 30 mil euros pelo atraso da equipa no regresso dos balneários."
domingo, 17 de junho de 2012
Venceram...
... e convenceram. Já aqui escrevi que, não esperando nada da nossa Selecção neste europeu, surpreenderam-me pela positiva, jogando bem melhor do que eu esperava. E a vitória, categórica, de há pouco serviu para me tirar quaisquer dúvidas de que, continuando assim, chegaremos, pelo menos, às meias-finais. Mas cuidado com os checos, até porque nestas alturas temos a tendência para embandeirar em arco os sucessos. Espero que a tranquilidade de Paulo Bento se imponha. Ah e alguém que diga a Paulo Bento que aquela gravata é horrorosa. Três jogos com ela foram demais.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Num país a sério, esta Ministra já teria sido demitida
A ler mais um triste episódio da saga da Ministra da Justiça.
Isto agora está, sem dúvida, muito melhor
Então, mas não tinham tudo pensado, estudado, preparado (e mais uns quantos adjectivos no mesmo sentido)? Como é possível, se esta gente é toda competentíssima, preparadíssima, inteligentíssima (e mais uns quantos adjectivos no mesmo sentido)?...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
No limite
Foi, apesar das emoções e de três golos, uma exibição sofrível da Selecção. Levei, desde a substituição de Rommedahl, cerca de 20 minutos a mandar vir com Paulo Bento e a "pedir" que colocasse alguém a ajudar Coentrão, pois este, sozinho na esquerda, deparava-se quase sempre com dois adversários. Foi preciso 20 minutos (o tempo que levou a Dinamarca a empatar a partida num lance desenvolvido... na esquerda), com a casa assaltada, Bento colocou as trancas e mexeu na equipa. Tirou Meireles (que já não estava a fazer nada em campo, senão arriscar o segundo cartão amarelo) e, com a entrada de Varela para o lado direito, deslocou Nani para a esquerda, que passou a ajudar defensivamente Coentrão. Se a Dinamarca criava perigo (e tinha chegado ao empate) quase sempre por aquele lado, com esta alteração não mais conseguiu fazer nada por ali. E tinha, até aí, conseguido graças a uma noite horrível de Ronaldo. E não foram "apenas" os dois lances incríveis em que desperdiçou excelentes oportunidades para sentenciar, de vez, a partida. E escrevo incríveis, porque, no Real Madrid, Ronaldo marca golo de olhos fechados e de costas para a baliza em lances iguais àqueles dois. O problema só pode ser mental. E vem de trás. Muito de trás. Ronaldo é um dos jogadores que são acusados de não produzir na Selecção o que produz no clube (Messi, por exemplo, também). Pode ser um bloqueio mental, falta de ambição ou discernimento, ansiedade em demasia, não sei qual o problema, até porque não sou especialista na matéria, mas algum problema mental, ou emocional, terá de existir, para que as más prestações se sucedam.
Ganhámos, a Alemanha venceu a Holanda e, assim, basta-nos o empate no Domingo, com os holandeses, para seguirmos em frente. Parece fácil, mas não é. Até porque a Dinamarca, ainda na luta, pode surpreender uma Alemanha descomprimida e já a pensar nos quartos-de-final. Veremos se os nossos jogadores têm estampa para a decisão final. Pelo menos a mim surpreenderam-me pela positiva, isto apesar de todos os defeitos e problemas. Veremos.
(imagem)
terça-feira, 12 de junho de 2012
Má gestão
Admitindo que os erros não foram propositados, pergunto: como é possível uma empresa desta dimensão (uma das maiores nacionais e internacionais no sector) apresentar tantos casos de incompetência? Não será, também, por causa da má gestão das empresas que o país está como está? Será que os técnicos não recebem formação adequada? Será que a empresa, com vista a poupar (salários) para poder lucrar os milhões que lucra anulamente, "poupa" em trabalhadores com formação adequada (contratando técnicos sem formação e, consequentemente, mais "baratos")? Será que há controlo e supervisão, desde logo a nível hierárquico?
Nota: ainda há poucos meses dei o caso da PT, agora é este da EdP. Se até as maiores funcionam mal...
sábado, 9 de junho de 2012
Grisham
Só pode ser distração não traduzir para português as últimas obras de John Grisham. E já são várias. Antes de JK Rowling inventar Harry Potter, era o escritor mais vendido no Mundo. Sim, no Mundo! Um dos livros que passaram para filme (e foram oito que passaram para a grande tela) serviu de ponto de partida para a série do AXN "A firma". Brilhante argumento (obviamente) e excelentes interpretações. Mas inaceitável que ainda não tenha servido para as editoras portuguesas abrirem os olhos e se lembrarem da mente por trás da série.
Gente sem escrúpulos
No texto anterior critiquei a canalhice que a sarjeta do Dâmaso lhe fez e sou insuspeito de defender o Clero, mas o que estão a fazer a D. Janurário Torgal é demonstrativo de como parte da nossa sociedade não tem espinha nem escrúpulos. Ética e moral não integram o seu dicionário. E este comportamento, totalmente inaceitável numa sociedade séria, tem de ser denunciado. Para todos sabermos com que (ou com quem) lidamos.
Desesperante
Chega a ser desesperante ver o homem a dar tanta graxa e a esmerar-se tanto em agradar e não ver o seu trabalho recompensado com um tachito num qualquer ministério, ou numa qualquer empresa pública. Vá lá Goebbels, acorda. Não vês o zelo deste homem? Tanto trabalho para nada? Nem uma comissão de trabalho? Qualquer coisa!...
Não acredito
Espero, obviamente, estar redondamente enganado, mas não acredito nesta Selecção. Não tenho qualquer fé, nem esperança. Mais logo veremos o primeiro teste de fogo.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Você ainda acredita nesta gente?
Primeiro aplicam uma revolução num sector que, segundo os próprios, está bem e recomenda-se (então, porquê revolucionar, mudar sequer?) Depois, aproveitam os bons resultados do sector (estamos a falar da Educação e Ensino Superior) para elogiar a emigração dos jovens brilhantes que não encontram o prémio para as suas capacidades cá no burgo. Como os futebolistas, disse o nosso pequeno Goebbels... Ora, eu devo ser mesmo burro, atrasado mesmo, para pensar que apenas seria bom exportar o que desse lucro, retorno. Exportar os melhores crânios e os melhores em cada área significava, para mim (burro!), ficarmos com os menos bons, com os menos capazes e menos capacitados. Empresas menos competitivas, menos gente competente nos sectores estratégicos, no Estado, etc. Um país menos competitivo, portanto. Eu sou tão burro! O que vale é que somos governados por gente inteligentíssima, altamente competente e perfeitamente capaz para as árduas tarefas que lhes aparecem na frente. Ufa!
terça-feira, 5 de junho de 2012
O enredo dos saques dourados
O pior é que isto é apenas a ponta do véu. Basta ver o que tem sucedido, ao longo da História, aos países intervencionados, alvo das ajudas do FMI ou de troikas e aos saques, verdadeiramente dourados, que aí sucederam e sucedem...
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Uma questão de concentração
"Um dos juízes do julgamento de Breivik apanhado a jogar Solitário", diz-nos o Sapo Notícias. A desculpa é que "existem diferentes formas de manter a concentração". Uma vez (penso que já contei esta aqui), durante as alegações finais da Procuradora, um dos Juízes, de olhos fechados e cabeça encostada a uma das mãos, quase caía da cadeira quando a mão escorregou do braço da cadeira e abriu os olhos sobressaltado. Devia estar concentradíssimo, claro...
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