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A espionagem aconteceu de forma contínua entre Maio de 2001 e Setembro de 2003. Nos anos seguintes, até 2006 os serviços de informação militar italianos continuaram a espiar de forma irregular mais de 200 magistrados europeus entre os quais vários portugueses. Na altura, Sílvio Berlusconi estava à frente do Governo e tutelava a secreta italiana.
A denúncia foi feita dia 7 pelo Conselho Superior da Magistratura italiana, entidade que dirigiu as investigações. Os magistrados portugueses envolvidos no caso exigem explicações.
O presidente do Sindicato dos Magistrados, António Cluny, foi alvo de espionagem e pede a actuação do Governo português. A espionagem incidia sobre a página electrónica da MEDEL- Magistrados Europeus pela Democracia e Liberdades - uma organização não governamental que reúne magistrados do Ministério Público de toda a Europa. A secreta italiana penetrava na lista fechada da Medel e vigiava todo o tipo de informação que os seus membros trocavam.
A organização de Magistrados Europeus pela Democracia e Liberdades vai apresentar queixa contra a secreta italiana junto das Nações Unidas e do Conselho Europeu."
(Sic online)
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