quarta-feira, 14 de março de 2007

Incómoda?

Pacheco Pereira critica a RTP por, há dias, ter aberto o telejornal com a notícia da menina raptada, enquanto a SIC abriu com o número de admissões do Governo, publicada no Diário de Notícias. No seu entender, a segunda notícia é "incómoda" para o Governo, pelo que a RTP nem referiu durante todo o telejornal...
Mas se este número (2373), que é bastante inferior ao número das nomeações dos últimos governos (como aliás o próprio DN refere) e tendo em conta que muitas destas nomeações são destacamentos de pessoal já integrado na Função Pública, será assim tão incómodo para o Governo? Não poderá ser interpretado antes como uma evolução, tendo em conta o passado recente?
E, se acusa a RTP de parcialidade, tendo em conta estes dados, porque não acusa antes o DN de parcialidade, fazendo passar uma notícia que até é relativamente (ao passado) positiva como uma nódoa do Governo?

Nota: o actual Director do DN é João Marcelino, antigo Director do Correio de Manhã e todos sabemos qual era a "tendência" do CM...

2 comentários:

Anónimo disse...

Ah, bom... E qual tem sido a orientação daqueles manda-chuvas, os que já lá estiveram e os que ainda lá estão, nestes anos todos a ver o DN a cair nas vendas e a só querer assegurar o tacho? O seu e o dos amigos, nem que para isso tenham de vender a alma ao diabo? Pena é que disto ninguém fale. Que se mantenha o mesmo segredo podre sobre o que tem feito o DN vir por aí abaixo. Será que JM já consegue ver as forças de bloqueio? Duvido muito...!!!

Ricardo Sardo disse...

Considero que a nossa Comunicação Social está a passar um momento atribulado, para não falar mesmo em crise.
Pacheco Pereira criticou há tempos a nossa Imprensa por fazer um "copy/paste" das notícias da Lusa, faltando originalidade e procura de informação. Concordo plenamente.
Cada vez mais, as notícias são publicadas sem estudarem bem o assunto, ou sem ouvir todas as partes envolvidas, por exemplo.
Sou leitor assíduo da Imprensa estrangeira online, tal como a portuguesa e não há comparação. Os títulos, o cuidado em como expõem os assuntos, etc...
Podem mudar os logotipos, os Directores, mas falta uma dinâmica que até há pouco tempo existia. Esperemos que volte em breve.

Caro Comentador anónimo: desconheço a que "forças de bloqueio" está a referir-se, mas se está a falar dos grandes grupos de Comunicação (aos quais os jornais pertencem), a discussão já vem do tempo de Santana Lopes, desde o famoso caso do Marcelo e da alegada censura. No entanto, a discussão amornou e neste momento não existe mesmo. Infelizmente.