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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Roubar aos pobres para dar aos ricos

Já deixei aqui mais de 50 exemplos de medidas deste governo que tiram aos pobres para dar aos ricos. E foram "apenas" 54, porque deixei de as contar há cerca de um ano e, até então, não tinha sido exaustivo...
Quase todas as medidas vão no sentido de favorecer os grandes grupos económicos, cortar rendimento à população, mesmo a mais pobre, para encher os bolsos a um pequeno grupo de privilegiados.
Sucede que, apesar de haver cada vez menos pessoas a acreditarem no governo, ainda há quem acredite no Pai Natal. Mas esta semana caiu a máscara (como se não tivesse já caído dezenas de vezes, mas enfim...), com o anúncio de que o governo tenciona cortar em algumas despesas do Estado, nomeadamente em consultadoria e nos custos com a frota automóvel.
Há cerca de um mês, ficámos a saber que o mesmo Estado que paga 250 euros a um advogado oficioso por um procedimento cautelar (ponto 5 da tabela de honorários, aprovada em Portaria) é o mesmo Estado que paga 24 mil euros a uma grande sociedade de advogados. Pelo mesmo trabalho, entenda-se. Paga 250 pelo patrocínio oficioso, diz que é caro demais e pretende reduzir os honorários, mas paga quase 100 vezes mais sem pestanejar! Se isto não é tirar aos pobres para dar aos ricos, eu vou ali e já volto.
 
Esta semana ficámos a saber que há gente nas portas da morte, porque o Estado prefere gastar em pópós topo de gama. Há gente a morrer no IPO, porque está a ser feito um racionamento (não confundir com racionalização), condenando muitos pacientes à morte.
Temos, pois, um governo que em 3 anos andou a roubar aos pobres, a cortar salários, pensões, apoios sociais, ao mesmo tempo que engordava as carteiras dos amigos. E agora diz que vai cortar nas verdadeiras "gorduras" do Estado. Enretanto, nestes 3 anos, morreu gente e houve muitas pessoas que viram as suas vidas destruídas, muitos tiveram que ir para outro país e agora é que vão cortar onde deveriam cortar desde o 1º dia?
Um processo crime é o que esta gente merecia, mas como têm magistrados amigos a deixar as investigações aos negócios suspeitos deste governo a marinar (para prescreverem, claro) nas gavetas, enquanto esses mesmos magistrados vão a congressos de um dos partidos do governo, nada podemos esperar na Justiça no que toca a gente com poder ou ligada ao poder...

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Fanatismo e demagogia

Camilo Lourenço (que se pode ouvir na M80) é um ferrenho defensor da actual política governamental. Chega a ser mais papista que o Papa e ir mais além das ideias e medidas da Troika e do Governo. Já chegou, inclusive, a dizer que não há direitos adquiridos (na altura, enviei-lhe e-mail a questionar se, para ele, os direitos à vida e à liberdade de expressão, entre outros, não eram garantidos, não me tendo respondido). Tem toda a liberdade de opinião e de pensamento. Mas quando começa a falar do que não sabe e a dizer disparates, para justificar o injustificável e fundamentar o seu fanatismo ideológico, entramos no terreno da manipulação e da demagogia. E, neste caso, demagogia reles. Comparar o Tribunal Constitucional e a Constituição Portuguesa com a Constituição norte-americana (hoje disse que em mais de 200 anos a Constituição dos EUA apenas teve 10 alterações, não chegando a entender bem o ponto de vista dele) é fazer tábua rásua da completa diferença entre o sistema jurídico europeu e português e o sistema do Common Law, vigente nos países anglo-saxónicos. Os estudantes do primeiro ano do curso de Direito aprendem isto na cadeira de Direito Constitucional, quando estudam os vários sistemas constitucionais do Mundo. Mas quem não tenha formação em Direito pode acreditar - e certamente que acredita - nestes disparates de um qualquer radical fanático de meia tigela que tenha uns minutinhos de tempo de antena numa qualquer rádio (já agora, a ERC não questiona porque é que a M80 não dá espaço de opinião a outras pessoas e, sobretudo, a outros pontos de vista, e os locutores fazem o papel de idiotas úteis, dizendo 'amen' a tudo o que Camilo Lourenço cospe cá para fora?) fica com a sensação de que os juizes do Tribunal Constitucional são os culpados da crise e da política governativa. Nada poderia ser mais errado. A teoria é simples: a culpa é dos outros e dos sacanas dos juizes do TC, que não deixam os pobres coitados dos meninos do governo brincarem às experiências sociais e económicas como bem queriam, à margem da Lei e da Constituição, como nos tempos da ditadura ou do Farwest. Esta gente é louca e tem de ser corrida do poder. Para bem do país. Para bem dos portugueses.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dois coelhos com uma cajada só

Cada vez me convenço mais que esta política governamental não provém de incompetência, mas da intenção de revolucionar o País. Para pior, entenda-se. Um bando de fanáticos, com formação pobre e radical, que viu-se no poder, graças à mediocridade da generalidade dos nossos políticos. Um governo (e uma classe política) à imagem do país e do seu povo. Uma das áreas de destruição é a Educação, onde dinheiros públicos são oferecidos a amigos (do privado, claro), prejudicando quem não tem dinheiro, ao mesmo tempo que favorece quem já o tem, promovendo um aumento das desigualdades entre ricos e pobres. Em qualquer Democracia, o objectivo é reduzir diferenças. Para estes rapazolas de terceira categoria, bom é aumentar. Esta política não poderia ser mais injusta, como aqui explicado (via José Simões). Mas é isto que eles querem. E matam dois coelhos com uma só cajadada: ajudam os amigos (recordam-se da campanha que eles fizeram contra o anterior governo, com manif's, etc?) e destróiem a escola pública.
Continuem a acreditar e a votar neles, depois não venham é chorar...

sábado, 29 de junho de 2013

'Back to basics', segundo Isabel Jonet



Ser-se pobre é bom. Vive-se melhor sem comida e sem dignidade, aliás. Sobre os ricos, os tais 1% da população mundial, que são cada vez mais ricos e à conta de falcatruas e da pobreza dos restantes 99%, nem uma única palavra. Sobre a imoralidade dos banqueiros que se riem de roubar aos pobres, nada. Simplesmente nada. A moral é só para quando dá jeito. Agora já não há dúvidas sobre a ideologia desta senhora e sobre o que tem dentro daquela cabeça.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Roubar aos pobres para dar aos ricos

Tinha deixado de numerar os exemplos de roubos deste desgoverno. São tantos que já perdi, há muito, a conta. Mas aqui fica mais um exemplo. Enquanto corta em serviços essenciais e básicos, continua a encher os bolsos dos boys. Este, então, que merece ainda menos que os outros, atendendo à sua passagem por algumas das instituições financeiras que causaram, pela sua ganância e pelo seu comportamento criminosos, a crise internacional em que estamos mergulhados.
Cada vez mais me convenço mais que este desgoverno não cairá por decisão do cúmplice de Belém, pelo atado do Portas nem pela coragem inexistente dos deputados da maioria. Cairá quando o Ministério Público e a PSP os forem buscar aos gabinetes e os levarem detidos para interrogatório por crimes contra o País e os cidadãos que não sejam boys e amigos. Até lá, será como tem sido de há dois anos para cá: roubar aos pobres para dar aos ricos.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Roubar aos pobres para dar aos ricos

Uns continuam a ir ao golfe e outros continuam a comprar carritos topo de gama. Tudo por nossa conta, pois claro, que a austeridade nao os afecta.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Carta aberta


Exmo. Sr. Primeiro-ministro
Exmo. Sr. Ministro das Finanças
 
 
Antes de mais e apesar de tudo, apresento os meus melhores cumprimentos.
Faço hoje 33 anos e o que deveria ser um dia feliz é, na realidade, um dia triste. Um entre muitos, que abundam por estes tempos. Sou ainda novo, mas sinto-me velho nesta espécie de país.
Sou casado, tenho uma filha com 18 meses e não vejo, neste momento, qualquer futuro para nós em Portugal. Vamos conseguindo sobreviver, mas, com este rumo – errado (lá chegarei) – não sei se o melhor mesmo não será seguir o conselho de V. Exas. para emigrar. Para um país melhor e mais justo, onde as pessoas não sejam cobaias de experiências económico-sociais.
Sou advogado e todos os dias vejo a Justiça a ser atacada por V. Exas e, em particular, pela sra. Ministra da Justiça, que, para satisfazer interesses privados, está a destruir o que resta da Justiça portuguesa. A minha mulher está a sofrer na pele as recentes alterações legislativas em matéria laboral. Para promover a harmonia entre patrões e trabalhadores, alegam V. Exas., para promover o sistema chinês, digo eu. Será que não há ninguém no governo que tenha a experiência e a capacidade de perceber que trabalhadores desmotivados e chantageados produzem menos? Não queriam, afinal de contas, aumentar a produtividade? Não conseguem – ou não quererão – entender que não é por mera coincidência que os países onde os trabalhadores teem mais regalias são aqueles onde produzem mais? E quanto à minha filha, com o regresso da Educação aos anos 60 e 70 do Séc. passado, não vejo como poderá, com justiça e mérito, aprender e crescer como pessoa e cidadã.

 
Quando V. Exa., dr. Pedro passos Coelho, se apresentou a eleições para líder do PSD, fiquei com a sensação de que representava (e representaria) uma “lufada de ar fresco”. Para além de jovem (na política, entenda-se), apresentava um ar sério, credível e determinado. Torci por si e acabou por vencer as referidas eleições. Seguiam-se as legislativas…
Com um governo fraco e alvo de constestação social, causada pelos sucessivos erros e por uma crise internacional (que “nasceu” no final de 2008 e não em Junho de 2011), as pessoas estavam ansiosas por alguém que mudasse o rumo e trouxesse esperança num futuro melhor. Não faltou quem o apelidasse de “Obama português”. O tempo trataria de mostrar o contrário, como hoje se percebe.
Apesar de algumas dúvidas e um certo cepticismo quanto a certas ideias e propostas, estava francamente inclinado a dar-lhe o meu voto. Mas houve dois momentos, aquando da apresentação do famoso PEC IV pelo governo de então, que decidiram tudo. O primeiro foi quando mentiu sobre ter sido surpreendido, na véspera, por um telefonema onde Teixeira dos Santos supostamente lhe transmitiu algumas das medidas que seriam apresentadas no Parlamento no dia seguinte. Como mais tarde veio a admitir, não tinha sido um telefonema, mas um encontro pessoal, que durou horas. O segundo momento foi quando justificou o chumbo do tal PEC IV por, supostamente, as medidas ali contempladas irem “longe de mais”, pedindo sacrifícios a mais aos porugueses. Outra mentira, como se provou com as declarações contrárias (e em inglês) a jornalistas estrangeiros e, posteriormente, na também já famosa frase “ir além da Troika”. Duas mentiras, dois momentos, uma decisão: já não votaria em si. Para votar num mentiroso, seria sempre menos mau votar em alguém que, apesar de todo o mal que fez, ainda pos o País a crescer e a evoluir até 2008…

 
O meu voto foi nulo (ninguém tinha as mínimas qualidade para governar) e, nas semanas seguintes, o tempo e V. Exa. acabaram por me dar razão. É que se tivesse votado em si, estaria agora, tal como milhares de portugueses, arrependido e indignado, revoltado com a pirueta que V. Exa. deu. Mas não foi só V. Exa., pois aquele que viria a escolher para Ministro das Finanças revelar-se-ia um teórico dos livros mas um ignorante da realidade portuguesa. Os resultados estão aí. Dizer que são um desastre é ser lisonjeiro. Por isso, dirigo-me, agora, para V. Exa., sr. Ministro.

 
O ano passado criticou a medida que tomou na última semana: descida da TSU para as empresas. Como explica esta (não menos extraordinária) pirueta? Os resultados da perda de poder de compra provam que a receita é errada e contraproducente. Se o objectivo é aumentar a receita (obter mais dinheiro, portanto), conseguiram reduzi-la ainda mais. E irão reduzir mais e mais, até isto afundar de vez. Quanto à (falta de) credibilidade estamos, pois, conversados. Não haverá ninguém no Ministério das Finanças, ou mesmo naquela espécie de ministério do “apenas Álvaro”, capaz e com inteligência e conhecimento suficiente para saber que, ao longo da História económica, o consumo é que faz funcionar a economia? Do sistema capitalista até ao (imagine-se) comunista, o consumo é o motor da economia. Sem consumo, não há economia que resista. Como pelos vistos não leram, recomendo que leiam um manual de macroeconomia. Qualquer um serve, mesmo os textos de Milton Friedman, vosso ídolo. Será que o sr. Ministro ouviu falar, quando tirou o curso, na Curva de Laffer? Ou será que faltou a essa aula, ou, pior, teve equivalência nessa cadeira?

 
Como nos últimos dias se viu, já ninguém coerente os apoia e defende as V/ políticas. O desastre a que V. Exas. condenaram o país pode ser bom para alguns, para Vós ou para os V/ amigos, mas não para o país e para a generalidade dos portugueses. E quando se governa não para todos mas para apenas alguns, a legitimidade esgota-se.
Se as ameaças do nosso pequeno Goebbels à jornalista do Público implicaram uma mudança do comportamento da comunicação social com o V/ governo (que vos cantava loas até então), o triste e patético episódio de dia 7 (comunicação ao país seguida de um texto no Facebook e uma ida a um concerto, quando o estado do país e o momento implicavam recato e não divertimento) viraram a página em termos políticos. Se alguém ainda vos concedia o benefício da dúvida e ainda acreditava em V. Exas, agora já ninguém conseguirá ser enganado. Tirando, claro, os assessores que pulula na blogosfera e nas redes sociais a citar o famoso guião, ou manual…
Desde inúmeras vozes dentro dos dois partidos que vos sustentam, a empresários e representantes dos vários sectores da sociedade, todos são unânimes: a vossa política é errada, está a produzir os efeitos contrários aos pretendidos e está a destruir o país. O meu país. Quanto ao “vosso” país, esse já não sei, porque as vendas de automóveis de luxo continuam a aumentar, os imóveis acima de um milhão de euros continuam a ser vendidos e os filhos de muita gente continuam a percorrer o Ensino no privado, com qualidade e financiado pelos restantes, pobres e espezinhados por V. Exas. E, claro, continuam com acesso aos melhores cuidados de saúde, ao contrário da esmagadora maioria da população. “Esse” país não sei como estará agora, mas desconfio que na mesma. V. Exas estão sós. Orgulhosamente ou não, é que não sei.

 
Eu bem sei que V. Exa, sr. Primeiro-ministro, se está a “lixar” para as eleições, mas não pode estar a lixar-se para os portugueses, como tem mostrado estar. Se não fosse a passividade cúmplice do pobre pensionista de Belém, o sr. Silva, e a estranha contumácia do que dizem ser o líder do PS, António José Seguro, V. Exas. já tinham sido colocados no devido sítio e já tinham posto travão ao crime que estão a praticar. Porque se a Troika veio para encher os bolsos (os juros cobrados pelo empréstimo são usurários), as medidas concretas são vossas e só vossas. De mais ninguém. E não vale a pena atirar areia para os olhos, alegando que foi o anteriro governo a assinar o memorando, pois ele já foi revisto várias vezes e o original já foi quase todo alterado. Por V. Exas, repito.

 
Como o texto vai longo e certamente que será apenas lido por um qualquer assessor cujo único mérito será o der ser militante do V/ partido e posteriormente rasgado, é altura de concluir, pedindo a V. Exas. que pensem na triste figura que estão a fazer aos olhos dos portugueses, que pensem nas V/ famílias, nas famílias dos outros e se demitam. É o mínimo a fazer, atendendo que, dia após dia, parecem querer provar que conseguem ser ainda piores que os V/ antecessores. É que, não o fazendo, habilitam-se a ser criminalmente responsabilizados. E é o que mereciam. Tenham vergonha e dignidade, para bem da minha família e dos milhões de famílias que estão a ser aterrorizadas por V. Exas. É que eu e milhões de portugueses podemos emigrar para um sítio melhor e V. Exas migrar para um qualquer "tacho" numa qualquer administração de uma grande empresa, a ganhar ordenados chorudos e incompatíveis com o V/ mérito e a V/ competência, mas o país fechará portas e deixará de existir como tal. Espero, sinceramente, que não. Que V. Exas. sejam travados o quanto antes.
 
 
Atenciosamente, apesar de tudo.
(nome completo)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Apontamentos

Após quase três semanas sem acesso à internet e quase não vendo ou lendo notícias, há algumas notas que não posso deixar de aqui as deixar:
 
1. Só é enganado quem quer. Ou anda nos ácidos. Os números não enganam e não deixam margem para dúvidas. A política deste governo é errada e está a destruir o país. Pelo menos o país dos outros, pois o país deles e dos amigos continua a melhorar;
 
2. Tal como já aqui escrevi, a revolução levada a cabo na Educação visa, em última instância, criar um ensino público pobre e sem condições de formar adequadamente e, em paralelo, um ensino privado rico, com todos os meios, financiado pelo poderio económico das crianças cujos pais consideram-nas destinados a mandar e a chegar ao topo e pelos trocos ganhos mensalmente pelo resto da população. Ou seja, serão os pobres, sem acesso a uma educação digna e capaz, a suportar os ricos, com todos os meios e o caminho aberto para serem os futuros 'donos de Portugal'. Todo um porgrama, portanto;
 
3. Já o disse a muita gente mas penso que nunca o escrevi aqui: se as pessoas soubessem como funciona a nossa justiça penal, já teria havido outra revolução no país. Isto não é nada, é peanuts;
 
4. Perante a prática de um crime de ofensa à integridade física, sob a forma tentada, a autoridade policial (GNR) tinha a obrigação de, perante o flagrante delito, proceder à detenção do(s) seu(s) autor(es). Nem que fosse para o(s) impedir de continuar a praticar o ilícito ou evitar a consumação do crime. Ao não fazê-lo, estão os próprios soldados da Guarda a praticar um crime;
 
5. A areia foi atirada para os olhos, através de comunicados e panfletos, disponibilizados nas lojas. Mas será que as Finanças cairão no logro? E as pessoas, será que todas pedirão factura?
 
6. Se sem Javi García as coisas ficariam difíceis, sem Javi e Witsel as hipóteses de sucesso serão quase nulas. Quando é sabido que, em Portugal, o Benfica tem de ser muito mais forte dos que os adversários para ter uma chance de ganhar seja o que for (enquanto que para outros basta ser ligeiramente mais fortes ou por vezes nem isso, pois terão sempre uma bengala), a falta de contratações para substiuir estas duas peças fulcrais diz muito sobre a ineptidão da gerência do clube nesta matéria. Se era difícil ou impossível mantê-los, então teriam de ser arranjadas soluções e em tempo útil. Parece-me que a época mal começou em Portugal e já terminou para o Benfica. Espero, obviamente, estar errado.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Roubar aos pobres para dar aos ricos (53, 54, desisto de contar...)

Um, dois, três, quatro exemplos de como este governo, intencional e conscientemente, rouba aos pobres para dar aos ricos. Ainda acreditam nesta gente?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sem escrúpulos e sem vergonha

Já tinham tentado uma vez, foram apanhados e denunciados (primeiro na blogosfera), voltaram atrás, voltaram a tentar e foram outra vez apanhados, agora com os pagamentos das "compensações" (outro nome para subsídios encapotados) efectuados e agora dizem que é para devolver. Se dúvidas houvesse sobre as reais intenções deste governo - tirar aos pobres para dar aos ricos, amigalhaços -, depois desta só um cego não vê o que está a acontecer em Portugal. Mentiram, mais do que uma vez, e foram sempre apanhados. Sem escrúpulos e sem vergonha.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Roubar aos pobres para dar aos ricos (51 e 52)

Ontem foi mais um exemplo e hoje temos outro. Todas as medidas vão no mesmo sentido: empobrecimento da esmagadora maioria da população, pobre ou remediada, para benefício de meia dúzia de amigos, que já tinham os bolsos cheios e agora vêm a carteira engordar ainda mais. Até quando temos de suportar isto? Quantos jovens qualificados terão de emigrar para eles perceberem que este caminho é errado e injusto? Quantas pessoas terão de morrer sem cuidados de saúde, quantos jovens terão de prescindir da educação por não a poderem sustentar, quantos reformados ou desempregados terão de perder a casa, passando a viver na rua ou a passar fome para isto mudar de rumo? Quando?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Finalmente chegámos à China

Custou mas foi: já temos salários chineses.

Adenda: o Expresso explica que o Estado paga 1151 euros por cada enfermeiro, mas a empresa (cujos donos se desconhece quem sejam) que o cede paga-lhe apenas 554,40, ficando com a diferença, que se traduz num lucro fantástico. Ou seja, o Estado (nós) está a roubar aos pobres (população em geral) para dar aos ricos (neste caso os secretos donos destas empresas, certamente amigos).

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Roubar aos pobres para dar aos ricos (50)

Eis que chegamos à meia centena, em apenas um ano. E não tenho sido exaustivo na listagem, porque foram certamente mais as medidas governativas neste sentido.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Roubar aos pobres para dar aos ricos (49)

Iam ser tão diferentes, não iam?...

Outra mentira da ministra

"A ministra da Justiça disse, em entrevista à SIC, entre outras falsidades, que nunca ninguém ouvira o bastonário da Ordem dos Advogados a exigir ao anterior Governo o pagamento da dívida dos honorários aos advogados que prestam apoio judiciário. Afirmou mesmo que o bastonário «esteve calado durante estes seis anos». Tudo isso numa estação de televisão que tem nos seus arquivos dezenas de gravações de intervenções minhas contra os dois governos de José Sócrates devido aos atrasos naqueles pagamentos. Tudo isso numa estação que transmitiu em direto os meus discursos no Supremo Tribunal de Justiça nas cerimónias de abertura do ano judicial, numa das quais até discursei sem o colar de bastonário em protesto contra esses atrasos. Tudo isso numa estação de televisão que cobriu algumas das dezenas de conferências que eu fizera pelo país e gravou várias declarações minhas em que chamava caloteiros aos governos do PS por não pagarem atempadamente o que deviam. Há, de facto, políticos para quem a mentira e os truques ardilosos da baixa política são as suas principais armas e que, por isso, perderam todo o sentido da dignidade. Vejamos.
Quando, em 8 de janeiro de 2008, tomei posse como bastonário, os honorários previstos para o apoio judiciário eram inferiores a seis euros por mês, por processo e o sistema de acesso ao direito continuava a ser escandalosamente usado para a OA dar formação e para subsidiar os advogados estagiários. Logo aí me insurgi veementemente contra essa situação e voltei a fazê-lo no discurso proferido na sessão de abertura do ano judicial desse ano. O Governo de então arrepiou caminho e foi possível, em colaboração reciprocamente leal, desenhar um novo modelo de acesso ao direito que privilegiasse os cidadãos economicamente carenciados.
Pela parte da OA, impedimos que os advogados estagiários pudessem continuar a defender, sem a presença dos seus patronos, os direitos e a liberdade das pessoas pobres e que as nomeações de advogados fossem feitas por magistrados, por polícias e por funcionários judiciais. Só a OA o poderia fazer - e passou a fazê-lo de forma aleatória (automaticamente), pondo-se, assim, cobro a toda uma teia de favoritismos e cambões instalada no seu interior. O novo modelo pôs em causa muitos interesses instalados dentro e fora da OA, em particular daqueles setores a que a atual ministra da Justiça sempre esteve ligada como advogada. Uns (quase sempre os mesmos) ganhavam dinheiro com o patrocínio oficioso e outros (pertencentes à nomenclatura da Ordem) aumentavam o seu poder com as nomeações.
Tudo isso acabou. O novo sistema, não sendo perfeito, era, contudo, muito mais transparente e, sobretudo, garantia aos cidadãos mais carenciados um acesso efetivo ao direito e aos tribunais. Havia apenas dois problemas: os atrasos nos pagamentos dos honorários e as (pequenas) fraudes de alguns (muito poucos) advogados, as quais, na esmagadora maioria, eram de duas ou três dezenas de euros. Contam-se pelos dedos das mãos as que ascendiam a centenas de euros.
Quando o atual Governo tomou posse, logo manifestei a disposição da OA para colaborar com o MJ a fim de detetar esses casos e punir exemplarmente os seus autores. Mas a ministra não queria isso. Ela queria destruir este modelo e criar um novo que funcionalizasse os advogados ou então que os avençasse, ficando o Governo e os partidos que o sustentam com o poder de escolher os avençados. Mas como o sistema funcionava bem, tentou-se fazer o que é hábito nestas situações: degradar um bom serviço público para depois o privatizar. O MJ aumentou e muito os atrasos nos pagamentos aos advogados e lançou uma gigantesca campanha de descrédito do sistema de acesso ao direito e de enxovalho dos mais de 9500 advogados que nele prestam serviço.
O resto é conhecido. Foram notícias falsas, declarações públicas tendenciosas, conferências de Imprensa sensacionalistas e agora são as mentiras mais descaradas para falsificar o que se passou, procurando apagar alguns dos factos que não interessam aos atuais epígonos triunfantes. O povo dar-lhes-á a resposta que merecem."

(Marinho Pinto, in JN, a mostrar como esta ministra é mentirosa)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

terça-feira, 22 de maio de 2012

Porque não convém falar na Islândia

É natural que haja tanta gente assustada com a "ameaça" de Alexis Tsipras. É que a Islândia provou que este caminho é errado e apenas favorece os bancos e os grandes negócios e empresários, em prejuízo dos cidadãos. O caminho não pode ser, como escreveu o Daniel Oliveira, a transferência do dinheiro público, de todos nós, para os bolsos privados de alguns amigos do Poder. Ninguém fala no exemplo islandês, porque não convém. Falar na Islândia é demonstrar que esta gente está errada. Falar na Islândia é trazer a público os negócios criminosos de alguns, que, agora, tentam colmatar os prejuízos e recuperar os brutais lucros à nossa conta. Falar na Islândia é centrar o debate na solução para a crise, em vez de concentrar as atenções na austeridade, supostamente necessária. Falar na Islândia é falar na possibilidade desta gente ser acusada criminalmente, por roubar aos pobres para dar aos ricos. Por isto tudo não convém falar na Islândia. Pelo menos enquanto os bolsos daquela gente não estiverem cheios...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Roubar aos pobres para dar aos ricos (46)

É sempre bom sabermos que este desgoverno, tão implacável e irredutível com os interesses e direitos da população em geral, é manso e permissivo para os interesses particulares de uma determinada entidade, que já é beneficiada, por exemplo, nos impostos baixos que paga ao Estado (escapando aos sacrifícios pedidos à população em geral). Se a beatice deste desgoverno, tal como a incompetência, pagasse imposto estaríamos bem melhor.

sábado, 21 de abril de 2012

Roubar todos ou roubar apenas alguns, eis a questão

A Fernanda pergunta se este roubo é para todos os trabalhadores ou apenas para os novos contratos. Atendendo que este governo tudo tem feito para tirar aos pobres e ajudar os ricos e/ou amigos, é quase certo que será para todos. Claro que, como aqui observei na altura, esta redução das indemnizações é uma forma de contornar o impedimento legal e constitucional de despedir sem justa causa. Esta indeminização visa, também, punir o empregador prevaricador. Sem punição, deixa de haver receio em despedir sem justa causa. Continua a ser despedimento sem justa causa, mas não haverá, na prática, qualquer sanção para o empregador que se queira ver livre de alguém. No fundo trata-se de uma fraude à lei e qualquer jurista sabe o que isto quer dizer...

domingo, 15 de abril de 2012

Roubar aos pobres para dar aos ricos (45)

Mais uma razão para subirem na próxima sondagem. Parece que, quanto mais roubam, mais gostam deles. Ou isso ou o trabalho de controlo dos media, por parte de Relvas e seu muchachos, tem surtido efeito...