Em Abril de 1999, Jack Kevorkian, o famoso médico que admitiu ter assistido ao suicídio de pelo menos 130 pessoas em estado terminal, foi condenado a uma pena de prisão de 10 a 25 anos, por "homicídio em 2º grau", por ter em 1998 ajudado Thomas Youk a morrer.
Apesar do Estado do Michigan ter proíbido o suicídio assistido em 1998, Kevorkian filmou a morte de Youk, que foi depois para o ar no programa "60 Minutos" da cadeia de televisão CBS.
Agora com 78 anos de idade e a sofrer de Diabetes e de Hepatite C, foi-lhe concedida a liberdade condicional. No dia 1 de Junho de 2007, Kevorkian será libertado para gozar os últimos dias da sua vida, pois os médicos, neste momento, não lhe dão mais do que um ano de vida.
Em Portugal, a Eutanásia não está prevista como tal. Uma figura "paralela", o Aborto, encontra-se previsto e regulado no Código Penal. Se alguém praticar eutanásia, será condenado e punido por homicídio e não por eutanásia, enquanto que alguém que pratique um aborto de forma ilegal será punido não por homicídio mas por aborto ilegal.
Torna-se assim, no meu entender, necessário e útil regular e legislar sobre a eutanásia, nomeadamente criando a figura jurídica através do tipo legal de crime "Eutanásia", quer se legisle num sentido mais permissivo ou num sentido mais restrictivo.
Porém, este não tem sido um tema falado e debatido por cá. Mas penso que, como quase tudo, mais tarde irá chegar cá a Portugal o debate sobre a Eutanásia, a semelhança do que aconteceu com o Aborto.
Notícia completa em :
http://www.cnn.com/2006/LAW/12/13/kervorkian.parole.ap/index.html